As fraturas do úmero proximal (ombro) são frequentes e contribuem com 5% de todas as fraturas do corpo humano. Ocorrem mais frequentemente em pacientes de mais idade, e em mulheres, depois que o osso do úmero é enfraquecido pela osteoporose, mas podem ser vistas em pacientes de todas as idades. As principais causas são: queda com apoio sobre o braço estendido e trauma direto.
O diagnóstico depende de exame físico feito pelo especialista e de estudos de imagem (radiografias e tomografia computadorizada, se necessário). A maioria das fraturas do úmero proximal (80%) é com pequeno desvio e os fragmentos não estão totalmente separados o que permite um tratamento conservador simples (uso de tipoia) e fisioterapia posterior para reabilitação do membro.
Por outro lado, em 20% dos casos podemos ter fragmentos desviados e com grande instabilidade e possível comprometimento vascular da cabeça do úmero, o que demanda tratamento cirúrgico específico. Diversas são as modalidades cirúrgicas, mas, em geral, utilizam-se placas bloqueadas com parafusos ou em casos mais graves próteses de ombro. A fisioterapia pós-operatória é mandatória e a recuperação total pode variar de 03 a 06 meses.


